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Crescimento do cristianismo em 2050


A socióloga R. Azria sublinha que o judaísmo “figura entre as grandes religiões do planeta menos pelo número, insignificante, de judeus no mundo do que por ter legado a mensagem bíblica ao Ocidente e desempenhado um papel importante no surgimento das outras duas grandes religiões monoteístas: cristianismo e islão”.
 

Segundo as projecções para 2050, precisamente estas duas religiões continuarão a crescer. Segundo o Atlas, o cristianismo continuará a ser a primeira religião, passando dos 1.747 milhões em 1990 (hoje os cristãos são uns 2.000 milhões) para 3.052 milhões. Mas será o número dos muçulmanos, que eram 962 milhões (hoje são 1.200 milhões), que mais aumentará, alcançando os 2.229 milhões.
 

O crescimento do hinduísmo e do budismo será mais moderado: os hindus passarão de 900 milhões para 1.175 milhões, e os budistas, de 323 milhões para 425 milhões. Os judeus, de 13 para 17 milhões.
 

O cristianismo atravessa uma mudança geográfica: caminha para o Sul. A Europa, que durante séculos foi o seu centro, não tem hoje mais do que uns 25% dos seus fiéis, e os católicos europeus – à volta de 25% do catolicismo mundial – não serão mais de 16% em 2050. A imensa maioria dos cristãos situa-se na América: uns 275 milhões na América do Norte e 530 milhões na América Latina. O catolicismo tem na América metade dos seus fiéis. É no continente africano que o cristianismo cresce mais rapidamente: uns 300 milhões de fiéis numa população de 800 milhões. Embora muito minoritário, crescerá na Índia e na China, mas tende a desaparecer lá onde nasceu: a Terra Santa. Na América e na Ásia, o protestantismo evangélico vive “um crescimento espectacular”.
 

A razão fundamental para o islão ser a religião que, proporcionalmente, mais se expande está no crescimento demográfico. Ao contrário da ideia corrente, a maioria dos muçulmanos não vive no Médio Oriente, mas na Ásia. Metade da comunidade islâmica vive em 4 países: Indonésia (o país com mais muçulmanos), Paquistão, Índia e Bangladesh. Na África, tem um terço da população. Na Europa, vivem 16 milhões e, nos Estados Unidos, 4 milhões. Importante é a observação de Olivier Roy, do CNRS, ao fazer notar que se operou uma mudança geopolítica no mundo muçulmano, pois “já não é percebido como um território cujas fronteiras é preciso defender, mas como uma comunidade mundial”.

O hinduísmo é a religião da sexta parte da Humanidade, sendo amplamente maioritário na Índia, com 83% da população. Também maioritário no Nepal, tem minorias importantes no Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka.

O budismo não ganhou fiéis na proporção do espaço que algumas das suas práticas alcançaram no mundo. Como escreve F. Midal, “a violência do niilismo” levou a que “em certo sentido, o Ocidente se torne em grande parte budista, sem o saber e sem que isso se exprima em conversões”.

Dominique Borne, presidente do Instituto Europeu de Ciências das Religiões, sublinha que o fim do socialismo real e do ateísmo militante revelou que “o religioso, que se pensava desaparecido, sempre esteve presente”. Exemplos demonstrativos: a Rússia e o Vietname.

fonte: D/N

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Categorias:Curiosidades Etiquetas:,
  1. nicolly
    Outubro 31, 2011 às 11:48pm

    O cristianismo e uma religião cristã *-*

  2. Abimael
    Janeiro 16, 2010 às 4:27pm

    muito legal e intereçante

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