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A Fidelidade das Águias


“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”  1 Coríntios 13.11

Quando a águia atinge um ano de idade, ela acaba com “as coisas de menino” – tem de partir, crescer, construir a sua vida. Por volta dos três anos casa-se.

A águia é um “cônjuge” fiel. Só procurará outro par se enviuvar. Jamais se junta com a parceira ou o parceiro de outra águia!

O teste para descobrir o par ideal é feito pela fêmea: ela põe o macho à prova num ritual que decorre a uma altitude entre os três mil e os cento e cinquenta metros. A fêmea ergue um pau no bico e sobe com ele a uma altitude de cerca de três mil metros. Depois deixa-o cair e observa a prontidão e destreza do macho ao mergulhar num voo picado para o apanhar. Repete este acto inúmeras vezes, até deixar cair o pau a cerca de cento e cinquenta metros do solo. O macho hábil conseguirá  apanhá-lo antes de ele tocar na terra. Dessa forma a águia fêmea pretende descobrir como será o macho como pai das crias que ambos tiverem. Ela sabe que os filhotes cairão do ninho. Sabe que eles serão voadores incapazes e fracos a princípio e ela sabe também que precisará de ajuda. Um pai forte e dedicado terá então um valor inestimável para a preservação da família.

Além disso, o macho que desistir antes de completar o teste demonstrará pouco interesse, pouco empenho, pouco compromisso. A futura águia-mãe não quer correr o risco de se associar a um macho inseguro e incapaz. É espantoso como a ave que não teme as tempestades que assustam qualquer um, teme assumir um compromisso com o parceiro errado. Ah! Se nós fossemos como as águias! Se nós soubéssemos esperar e escolher e pôr à prova, antes de nos comprometermos – que diferença isso faria neste mundo de lares desfeitos e de dor, de pais sozinhos, solitários, desesperados, e de filhos abandonados, divididos, muito mais solitários ainda, muito confusos, muito descrentes dos valores da família e dos valores do lar. Há tantos filhos com duas famílias, sem que nenhuma delas seja realmente a sua família; com dois pais, duas mães e uma mistura difícil de irmãos; com duas realidades de vida tão diferentes; com tanta raiva e tanta revolta dentro de si… E tudo começa com uma escolha errada, uma falta de compromisso, uma atitude de impaciência.

Amar é coisa de gente crescida. Amar implica maturidade, compromisso, lealdade, fidelidade. Amar é também uma decisão para toda a vida. Que Deus nos abençoe e nos aumente a capacidade de amar as pessoas que são da nossa responsabilidade, a quem nós prometemos fazer felizes e ficar ao seu lado, em qualquer circunstância, até que a morte nos separe.

Clarisse Barros
El-Shaddai
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Categorias:Curiosidades, Geral
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